quinta-feira, 5 de novembro de 2015

psic everywhere.

"Every time I draw a man, I find myself thinking of my father… To me a man means 'Don José' and it will always be so, all my life. He wore a beard… All the men I draw I see more or less with his features." 
Pablo Picasso


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

she's a maniac

e essas fases maníacas, rescaldo do fundo do poço emergem espontaneamente abruptas,
invencíveis, poderosas, a velocidade astronómica. 
Sangue quente, fervoroso.

(coisas.)

Rostos.

Se no mundo todas as caras fossem familiares seria esgotante. Às vezes, penso que os rostos desconhecidos são convites ao descanso mental, um escape ao constante rodopio interno, o que se torna possível porque se ignora que por trás de cada rosto vive uma história de vida tão ou mais complexa que a nossa, repleta de interrogações, anseios e paixões. O desconhecido atribui-lhes leveza.
No entanto, seria igualmente insuportável se nenhum rosto fosse familiar, paralelo ao inferno existe uma paz de se chegar onde nos reconhecem e sabem o que é isto que transporto comigo e me define como eu.

Uma energia de dentro para fora, outra de fora para dentro.


Há pessoas que nos aceleram - o pensamento, o sentimento, os impulsos mais primitivos, também os mais evoluídos, enfim, puxam-nos se de lá, da nossa frente, estiverem. Empurram-nos, se à retaguarda estiverem colocadas - O mérito que têm atribuimo-lo por nos fazerem mudar de lugar, mais que não seja. Um pouco à semelhança da raiva que, apesar de ser uma emoção que à primeira vista nos deixa pouco confortáveis, é a única com força suficiente para nos fazer seguir em frente, mudar de lugar, aqui não estou bem vou tentar ali e filosofias que a este género pertençam.
Existem outras pessoas que nos desaceleram, abrandam-nos e como que nos permitem um espaço e um tempo para observar e absorver. São tão necessárias quanto as primeiras.
Talvez possuamos, cada um de nós, ferramentas para acelerar e abrandar, a nós mesmos e aos outros. A experiência de ser e sentir mostra-me, no entanto, que cada ser humano estará mais predisposto a um ou a outro movimento. A variedade é salutar.
Surgem momentos em que mergulhamos dentro de nós, queremos explorar o interior, questionarmo-nos, reposicionarmo-nos na relação de mim para mim e nesta incursão é frequente desejar alguém que nos acompanhe, alguém capaz de espelhar-nos.
Outros momentos há em que nos depositamos para fora de nós, lançamos a escada ao mundo e estamos dispostos a aprender, a receber de fora para dentro. Nessa excursão queremos também um companheiro de viagem, que nos desperte e acelere.