Há pessoas que nos aceleram - o pensamento, o sentimento, os impulsos mais primitivos, também os mais evoluídos, enfim, puxam-nos se de lá, da nossa frente, estiverem. Empurram-nos, se à retaguarda estiverem colocadas - O mérito que têm atribuimo-lo por nos fazerem mudar de lugar, mais que não seja. Um pouco à semelhança da raiva que, apesar de ser uma emoção que à primeira vista nos deixa pouco confortáveis, é a única com força suficiente para nos fazer seguir em frente, mudar de lugar, aqui não estou bem vou tentar ali e filosofias que a este género pertençam.
Existem outras pessoas que nos desaceleram, abrandam-nos e como que nos permitem um espaço e um tempo para observar e absorver. São tão necessárias quanto as primeiras.
Talvez possuamos, cada um de nós, ferramentas para acelerar e abrandar, a nós mesmos e aos outros. A experiência de ser e sentir mostra-me, no entanto, que cada ser humano estará mais predisposto a um ou a outro movimento. A variedade é salutar.
Surgem momentos em que mergulhamos dentro de nós, queremos explorar o interior, questionarmo-nos, reposicionarmo-nos na relação de mim para mim e nesta incursão é frequente desejar alguém que nos acompanhe, alguém capaz de espelhar-nos.
Outros momentos há em que nos depositamos para fora de nós, lançamos a escada ao mundo e estamos dispostos a aprender, a receber de fora para dentro. Nessa excursão queremos também um companheiro de viagem, que nos desperte e acelere.
Escreves tão bem :)
ResponderEliminarObrigada :) .. SC! x'D
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